Aperta por dentro. Não sei se é no peito, estomâgo, ou "alma"...
Fecho os olhos no escuro. Faço força. Não. Não durmo. Choro.
Lava-me por dentro. As entranhas amargas ou doces, conforme a hora.
Os sonhos rosados,os dias de sol... e os monstros cavados na alma.
Parece o fim. Parece que nada. Nada de nada. Nada mesmo me vale.
Parece que sim, e outras que não.
Que o céu é o fim, e que eu sou capaz.
De voar e sonhar... mesmo acordada!
Outras não. São negras e cruas.
Molhadas, amargas, com sal...
Não há céu nem sonho, que me tire do fundo.
Deste fundo tão fundo, vazio e mau.
Aperta por dentro. Hoje mais, afinal.
Aperta com força e cá dentro.
Com saudades de Portugal!
sexta-feira, 19 de março de 2010
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