sábado, 7 de agosto de 2010

Queixar-se de barriga cheia...

Não me queixo, mas dói. Dói e mói. Rói entranhas, orgulho e decisão. Não percebo como pude, como fiz... Porquê?... Não pensei. Não parei. Dor de barriga e de alma. Desilusão. Dor de hoje e de ontem... Amanhã? Dor latente, à espera... De uma brecha, um sinal. Uma angústia, um momento - vazio, compulsivo, fatal... Tento encher-me de coisas, rápido, a fugir, sem sabor. Vergonha e culpa. Arrependimento. Dor. Igual a mim, fraca e torpe. Igual a mim, sem sentido, perdida por um fio. Dor estúpida, desnecessária. Depende de mim, afinal.

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